O que é
O troco é o dinheiro que sobra para você quando faz um refinanciamento e o novo contrato é maior do que o saldo devedor que ainda faltava pagar no contrato antigo.
Na prática: você já tinha um consignado em andamento. Ao refinanciar, o valor antigo é quitado e um novo contrato de crédito (CCB) é feito. Se esse novo contrato liberar mais do que o necessário para cobrir o saldo devedor, essa diferença cai na sua conta. Essa diferença é o troco — também chamado de valor liberado extra.
Como funciona
O cálculo segue uma lógica simples de subtração:
- Primeiro, define-se o valor total do novo empréstimo, considerando sua margem consignável disponível.
- Desse valor, abate-se o que ainda falta pagar do contrato atual (o saldo devedor).
- Também entram custos como IOF e eventuais tarifas, que aparecem no CET (Custo Efetivo Total).
- O que sobra é o troco, liberado geralmente via Pix.
É importante entender: o troco não é "dinheiro grátis". Ele faz parte de um novo contrato, com nova taxa de juros, novo prazo (número de parcelas) e nova aplicação de juros compostos ao longo do tempo.
Pontos de atenção
- Refinanciamento costuma renovar o prazo. Você pode voltar a pagar por mais tempo, então compare sempre o valor da parcela × valor total pago.
- Não confunda com portabilidade × refinanciamento: na portabilidade você leva a dívida para outra instituição buscando condição melhor; no refinanciamento você renegocia e pode gerar troco.
- O troco tem um custo de oportunidade. Avalie se compensa alongar a dívida para receber esse valor agora.
- Antes da liberação, o novo desconto passa por averbação (a data de averbação × data de liberação nem sempre coincidem).