Um casal de idosos carinhoso senta-se junto em uma praia de areia, desfrutando de um momento tranquilo à beira do oceano.

13º do INSS 2026: quem recebe entre 24/11 e 7/12

Segunda parcela do 13º do INSS chega ao segundo grupo entre 24/11 e 7/12/2026. Veja quem recebe, quem ficou de fora e como consultar o valor.

AC

Anderson Coelho

📖 11 min de leitura

A reta final de 2026 chega com uma boa notícia no bolso de milhões de aposentados e pensionistas: o segundo grupo do 13º salário do INSS começa a receber a partir de 24 de novembro, com pagamentos que se estendem até 7 de dezembro. Esse é o momento em que a maior parte dos beneficiários — aqueles que recebem acima do salário mínimo — finalmente vê a segunda parcela do abono anual cair na conta.

Se você é aposentado, pensionista ou depende do benefício de alguém da família, este guia é para você. Vamos explicar, em linguagem simples, quem recebe nesse período, quem já recebeu antes, quem ficou de fora da antecipação e o que fazer se o valor não aparecer na conta. Também vamos esclarecer dúvidas frequentes sobre como o 13º é calculado e quem realmente tem direito ao benefício.

Quem recebe o 13º do INSS entre 24/11 e 7/12

O calendário do INSS divide os pagamentos em dois grandes grupos, e o critério é o valor do benefício. O segundo grupo, que começa a receber em 24 de novembro, é formado pelos beneficiários que ganham acima de um salário mínimo. Esse é o maior universo de segurados dentro do sistema previdenciário.

Dentro desse grupo, a ordem de pagamento segue o penúltimo dígito do número do benefício (o NB), sem contar o dígito verificador. É por isso que dois vizinhos que recebem a mesma aposentadoria podem ter datas diferentes: tudo depende do número que o INSS atribuiu ao benefício de cada um.

O cronograma específico por dígito final é divulgado no calendário oficial do INSS, mas a lógica é sempre a mesma:

  • Os pagamentos ocorrem em dias úteis consecutivos;
  • Começam pelos finais de benefício mais baixos (1, 2, 3...) e avançam até os mais altos;
  • Feriados e fins de semana não entram na contagem;
  • O crédito acontece diretamente na conta em que o beneficiário já recebe o benefício mensal, seja poupança social digital, conta corrente ou cartão do benefício.

Um ponto importante: mesmo que você receba acima do salário mínimo, o pagamento não sai todo no mesmo dia para todo mundo. É comum que familiares e conhecidos comparem datas e fiquem em dúvida quando o valor demora um ou dois dias a mais. Isso não é atraso — é apenas a ordem natural do calendário.

Calendário do 13º INSS: entenda os dois grupos de pagamento

Para entender bem o que está acontecendo agora, é preciso lembrar como o INSS organiza o pagamento do abono anual. O 13º salário é sempre pago em duas parcelas ao longo do ano, e a divisão dos beneficiários em dois grupos serve tanto para a primeira quanto para a segunda parcela.

O primeiro grupo é formado por quem recebe exatamente um salário mínimo. Esses beneficiários são atendidos primeiro justamente porque representam a fatia mais vulnerável da população segurada — muitas vezes o benefício é a única fonte de renda da família. Por isso, o calendário costuma priorizá-los.

O segundo grupo, do qual estamos falando agora, é formado por quem recebe acima do mínimo. É onde estão aposentadorias por tempo de contribuição maiores, pensões por morte com valor acima do piso, aposentadorias especiais e por invalidez com valores intermediários ou altos. Esse grupo é numeroso e por isso o pagamento se estende por cerca de duas semanas.

Além disso, é essencial não confundir o 13º salário do INSS (abono anual pago a aposentados e pensionistas) com o 13º da CLT (pago pelo empregador ao trabalhador com carteira assinada). São benefícios diferentes, com regras diferentes e datas diferentes. O 13º da CLT tem prazo legal para pagamento até o dia 20 de dezembro pela empresa; o 13º do INSS obedece ao calendário próprio do instituto.

Quem ficou de fora da antecipação do 13º salário

Essa é a dúvida que mais chega até nós: se todo aposentado tem direito ao 13º, por que algumas pessoas não estão recebendo agora, ou receberam apenas uma parcela?

Existem grupos específicos que não recebem o abono anual ou que ficaram de fora da antecipação. Vamos explicar cada caso:

1. Beneficiários do BPC/LOAS

Quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) não tem direito ao 13º salário. Isso acontece porque o BPC é um benefício assistencial, e não previdenciário — ele é pago pelo INSS a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de baixa renda, mas não deriva de contribuições ao sistema. Como o 13º é conceitualmente vinculado ao caráter de salário/aposentadoria, o BPC não entra nessa conta.

É importante lembrar: mesmo sem 13º, o BPC pode ser usado como base para empréstimo consignado, conforme a lei. No entanto, por causa do alto volume de revisões e cessações desse tipo de benefício no momento, muitas instituições financeiras reduziram a oferta desse crédito para esse público. Ou seja: o direito existe, mas a disponibilidade prática está restrita.

2. Auxílios temporários específicos

Algumas modalidades de auxílio de curta duração não geram direito automático ao 13º quando o beneficiário não atinge o tempo mínimo de recebimento no ano de referência. É o caso, por exemplo, de auxílios que duraram poucos dias dentro do ano.

3. Quem começou a receber muito perto do fim do ano

O cálculo do 13º é proporcional aos meses recebidos no ano. Quem teve o benefício concedido apenas em novembro ou dezembro, por exemplo, recebe uma fração menor — e, dependendo do momento do processamento pelo INSS, pode ter o valor incluído apenas em folhas posteriores.

4. Beneficiários com pendências no CPF ou no cadastro

Se o CPF está com problemas na Receita Federal, se há divergência de dados ou se o benefício está em processo de revisão, o pagamento pode ficar retido até a regularização. Nesses casos, a orientação é procurar o Meu INSS ou a Central 135.

Como funciona o cálculo do 13º salário do INSS

Muita gente acha que o 13º corresponde sempre ao valor cheio de um mês de benefício. Isso só é verdade para quem recebeu o benefício durante todos os 12 meses do ano. Para os demais, o cálculo é proporcional.

A regra é simples: o INSS considera 1/12 do valor do benefício por mês recebido dentro do ano. Ou seja:

  • Quem recebeu benefício durante os 12 meses de 2026 → recebe o equivalente a um mês completo;
  • Quem começou a receber em julho, por exemplo → recebe 6/12 do valor, ou seja, metade;
  • Quem começou em outubro → recebe 3/12 do valor.

Esse valor total é dividido em duas parcelas ao longo do ano. A primeira parcela costuma ser paga no meio do ano (normalmente junto com o benefício de maio ou junho), e corresponde a 50% do 13º, sem descontos. A segunda parcela, paga agora em novembro/dezembro, completa os outros 50% — e nela pode haver desconto de Imposto de Renda para quem recebe acima do limite de isenção.

Um detalhe que confunde: o desconto de IR sobre o 13º é feito apenas na segunda parcela, e não é dividido entre as duas. Por isso, muita gente estranha ao ver o valor da segunda parcela menor que a primeira. Não é erro — é a regra tributária.

Como consultar o valor e a data do seu 13º

Para não depender de boato ou de comparação com o vizinho, o próprio INSS oferece canais oficiais gratuitos para consulta:

  • Meu INSS (aplicativo ou site) — É a forma mais rápida. Basta fazer login com a conta gov.br e acessar a opção "Extrato de Pagamento". Lá aparece a data prevista, o valor bruto, os descontos e o valor líquido a receber. O aplicativo também mostra o histórico dos pagamentos anteriores.
  • Central 135 — Ligação gratuita de telefone fixo. O atendimento eletrônico funciona 24 horas por dia e o atendimento humano tem horário definido em dias úteis. É útil para quem tem dificuldade com aplicativos.
  • Extrato bancário — Como o depósito é feito diretamente na conta em que o beneficiário já recebe, o próprio extrato bancário mostra a entrada. Muitos bancos identificam o crédito como "INSS 13º" ou "Abono Anual".
  • Terminais de autoatendimento — Bancos que operam com o INSS oferecem consulta em caixas eletrônicos com o cartão do benefício.

A orientação é: não repasse dados pessoais por telefone, WhatsApp ou links recebidos por mensagem. O INSS não faz contato ativo pedindo senha, código ou dados bancários. Golpes de "antecipação de 13º" ou "recadastramento urgente" se multiplicam nessa época e miram exatamente os aposentados.

O que fazer se o 13º não cair na conta na data prevista

Se a data indicada pelo calendário chegar e o valor não aparecer, calma: existem passos claros a seguir antes de considerar que há um problema real.

  1. Confirme a data correta pelo Meu INSS. Muitas vezes a expectativa está errada. O calendário se organiza pelo penúltimo dígito do número do benefício, e nem sempre corresponde ao que a pessoa imagina.
  2. Verifique o extrato bancário do dia seguinte. Alguns bancos processam o crédito na virada do dia, e a movimentação só aparece pela manhã seguinte no aplicativo do banco.
  3. Cheque se há bloqueio administrativo. Benefícios em revisão, com CPF pendente na Receita Federal ou em processo de recadastramento podem ter o pagamento suspenso temporariamente. O Meu INSS mostra se existe alguma pendência.
  4. Procure a Central 135. Se passaram alguns dias úteis da data prevista e o crédito não aparece, ligue no 135 e formalize o protocolo. Guarde o número — ele é sua garantia de que o problema está registrado.
  5. Agende atendimento presencial se necessário. Em último caso, agende atendimento presencial em uma agência do INSS pelo Meu INSS ou pela Central 135. Não vá sem agendamento — sem senha, o atendimento não acontece.

13º do INSS e planejamento financeiro: dicas práticas

A segunda parcela do 13º é uma injeção importante de renda para milhões de famílias, principalmente no fim do ano, quando as despesas se acumulam: presentes, ceia, IPTU e IPVA na virada, material escolar em janeiro. Por isso vale pensar com calma antes de comprometer o valor todo.

Algumas orientações práticas que costumam ajudar:

  • Priorize dívidas caras primeiro. Cartão de crédito rotativo e cheque especial cobram os juros mais altos do mercado. Usar o 13º para quitar essas dívidas quase sempre rende mais do que qualquer aplicação.
  • Cuidado com o consignado por impulso. O empréstimo consignado do INSS tem taxas menores que outras modalidades, mas ainda assim é dívida. Aposentados e pensionistas do INSS têm margem consignável total de 40% do benefício, sendo 5% exclusivos para cartão consignado ou cartão benefício, com prazo de até 108 meses. Antes de assinar, avalie se a parcela realmente cabe no orçamento pelos próximos anos.
  • Fuja de "antecipações" oferecidas por terceiros. Empresas que oferecem "antecipar" o 13º com juros altíssimos costumam custar muito mais do que o valor recebido. O 13º do INSS já é pago em data certa — não há por que pagar caro para receber uns dias antes.
  • Guarde um pedaço para janeiro. O começo do ano concentra IPTU, IPVA, matrículas e material escolar. Uma reserva feita agora evita apuros em fevereiro.

Conclusão: o que fazer agora

Se você faz parte do segundo grupo — quem recebe acima do salário mínimo — a segunda parcela do 13º começa a ser depositada em 24 de novembro e vai até 7 de dezembro. O dia exato depende do penúltimo dígito do número do seu benefício. Para saber com precisão:

  1. Abra o Meu INSS e consulte o extrato de pagamento;
  2. Confirme se há descontos de IR aplicados sobre a segunda parcela;
  3. Se a data prevista chegar sem crédito, aguarde até o próximo dia útil e depois procure a Central 135;
  4. Não repasse senhas nem dados bancários a ninguém que ligar oferecendo "liberação" do 13º.

Quem recebe BPC/LOAS deve lembrar que esse benefício não gera direito ao 13º — mas isso não impede outros direitos, como acesso a crédito consignado nas instituições que ainda oferecem essa modalidade para o público assistencial.

O 13º do INSS é um direito conquistado e deve chegar. Com informação correta e planejamento simples, esse dinheiro extra pode aliviar o fim do ano e começar 2027 com o orçamento mais organizado.


Referências

  • Calendário oficial de pagamentos do INSS 2026 — Instituto Nacional do Seguro Social (gov.br/inss).

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