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Bolsa Família sobe para R$ 691 em outubro com alta de 15,04%

Novo piso, oficializado pelo Decreto 13.120, começa a ser pago já nas parcelas de outubro e alcança milhões de famílias inscritas no CadÚnico.

Ricardo Silva

📖 9 min de leitura

Resumo em 30 segundos

  • O piso do Bolsa Família subiu para R$ 691, com reajuste de 15,04%, por força do Decreto nº 13.120, de 17 de setembro de 2026.
  • O novo valor já vale nas parcelas de outubro de 2026, sem necessidade de recadastro ou de ida à agência.
  • Adicionais para gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes continuam existindo e se somam ao piso, então o depósito final pode ser maior que R$ 691.
  • Para não perder o benefício, é preciso manter o CadÚnico atualizado e cumprir as condicionalidades de saúde e educação.

O Decreto nº 13.120, assinado em 17 de setembro de 2026, elevou o piso do Bolsa Família para R$ 691, com reajuste de 15,04% sobre o valor mínimo que vinha sendo pago. O novo patamar começa a valer já nas parcelas depositadas em outubro, o que representa um alívio direto no orçamento de milhões de lares que dependem do programa para cobrir despesas básicas como aluguel, energia, gás de cozinha e comida no prato.

Uma família que recebia o piso anterior passa a receber cerca de R$ 90 a mais por mês, sem contar os adicionais previstos para gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes. Este guia foi escrito para o beneficiário conseguir entender, em linguagem direta, o que muda, quando muda e o que ele precisa fazer (ou não fazer) para continuar recebendo o valor atualizado sem sustos.

O que mudou no Bolsa Família com o Decreto 13.120

A principal alteração do Decreto nº 13.120/2026 é o novo valor de referência do programa. O piso — ou seja, o valor mínimo que uma família beneficiária tem garantido — passou a ser de R$ 691, com um reajuste percentual de 15,04%. Esse é o número que serve de base para o cálculo do benefício de cada família cadastrada.

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O decreto foi publicado no dia 17 de setembro de 2026 e determinou que o reajuste tem efeito prático já nas parcelas do mês de outubro. Isso quer dizer que o beneficiário não precisa esperar virada de ano, nova inscrição, nem procurar agência da Caixa para "pedir" o aumento. A elevação é automática: a folha de pagamentos do programa é recalculada pelo próprio Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), responsável pela gestão do Bolsa Família.

É importante entender uma coisa que confunde muita gente: R$ 691 é o piso, não o teto. Uma família com crianças pequenas, gestante ou adolescentes vai receber esse valor mínimo somado aos adicionais previstos em regra. Ou seja, o depósito real na conta pode ser maior que R$ 691, dependendo da composição familiar cadastrada no CadÚnico. Falaremos disso mais adiante.

Quem tem direito ao novo piso de R$ 691

O Bolsa Família é destinado a famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, com base nas regras de renda por pessoa definidas pelo Governo Federal. Para receber o piso reajustado, a família precisa estar:

  • Inscrita e com o Cadastro Único (CadÚnico) atualizado — dado desatualizado é a principal causa de bloqueio do benefício;
  • Dentro do critério de renda per capita do programa;
  • Cumprindo as condicionalidades de saúde e educação (frequência escolar das crianças e adolescentes, calendário de vacinação e acompanhamento pré-natal, quando for o caso).

O reajuste de 15,04% vale para todas as famílias que já são beneficiárias no momento do recálculo da folha. Não há distinção por região, por município ou por tempo de programa: quem já recebe passa a receber o novo valor, sem precisar fazer qualquer solicitação nova.

Famílias que ainda não estão no programa e acreditam ter direito precisam procurar o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) do município para fazer a inscrição no CadÚnico. Estar no CadÚnico não garante o benefício de forma automática — é a partir dele que o MDS seleciona quem entra na folha, seguindo critérios de renda e prioridade.

Quando o valor reajustado começa a cair na conta

O reajuste já vale para os pagamentos de outubro de 2026. Como o Bolsa Família tem calendário escalonado pelo dígito final do NIS (Número de Identificação Social), o beneficiário recebe o novo valor na sua data habitual — não há mudança na ordem nem antecipação geral.

Na prática, isso significa que quem costuma receber no início do mês verá o novo valor logo nos primeiros dias, e quem recebe no final do mês precisará aguardar sua data. O calendário oficial de pagamentos é divulgado pela Caixa Econômica Federal, que é o agente pagador do programa.

Se, na sua data de pagamento, o valor depositado ainda estiver no piso antigo, o beneficiário deve conferir se o cadastro está regular. Em situações pontuais, o sistema pode processar o recálculo com atraso e liberar a diferença no mês seguinte — a orientação do MDS costuma ser acompanhar o extrato pelo aplicativo antes de procurar o atendimento presencial.

Como funcionam os adicionais que somam ao piso de R$ 691

Um ponto que confunde muita gente é achar que "R$ 691" é o valor total que a família vai receber. Não é. O piso é a base — em cima dele, o programa paga adicionais conforme a composição da família. Isso significa que uma família com criança pequena, gestante ou adolescente costuma receber um valor superior ao piso.

Os principais componentes que se somam ao valor mínimo são:

  • Benefício Complementar (BCO): valor que completa o piso familiar, para garantir que nenhuma família cadastrada receba menos que o mínimo do programa;
  • Benefício Primeira Infância: adicional pago por criança de 0 a 6 anos incompletos;
  • Benefício Variável Familiar (BVF): adicional pago por integrante da família nas faixas de 7 a 18 anos incompletos, gestantes e nutrizes;
  • Benefício Variável Nutriz (BVN) e outros adicionais previstos em normativa própria.

Como o piso subiu, o valor efetivamente depositado para famílias que já recebiam adicionais também sobe, porque o Benefício Complementar é justamente a diferença entre a soma dos adicionais e o piso do programa. Quanto maior o piso, maior tende a ser o valor final para quem tem composição familiar mais numerosa dentro das faixas beneficiadas.

Como consultar se o novo valor já entrou no seu benefício

A principal orientação para o beneficiário é: não vá até a agência sem antes conferir pelo celular. As filas de outubro tendem a ficar longas justamente porque muita gente quer confirmar o reajuste no balcão — e isso é desnecessário na maioria dos casos.

As formas oficiais de consulta são:

  1. Aplicativo Caixa Tem — mostra o extrato, o valor liberado e a data de pagamento. É o caminho mais rápido e não tem custo.
  2. Aplicativo Bolsa Família — informa o valor da parcela, o detalhamento por tipo de benefício (piso + adicionais) e o histórico dos últimos meses.
  3. Central de Atendimento 121 do MDS — ligação gratuita para tirar dúvidas sobre o programa.
  4. CRAS do município — indicado para casos de bloqueio, atualização cadastral e recursos.

Se o valor depositado veio menor do que o esperado, antes de reclamar vale verificar três pontos: se o CadÚnico está com atualização em dia (o cadastro precisa ser revisado no mínimo a cada dois anos, ou sempre que houver mudança na família), se todas as condicionalidades de educação e saúde estão sendo cumpridas e se algum integrante da família teve alteração de renda registrada nos últimos meses.

O que fazer para não perder o Bolsa Família após o reajuste

Com o piso mais alto, cresce também a atenção do órgão gestor sobre a base de beneficiários. Não é uma "caça às bruxas", mas é o funcionamento normal do programa: revisar cadastros, cruzar dados e confirmar se cada família continua dentro dos critérios. O beneficiário que quer manter o benefício ativo — agora no valor reajustado — precisa se preocupar com quatro pontos concretos:

1. Manter o CadÚnico atualizado. Mudou de endereço, teve filho, alguém da casa começou a trabalhar com carteira assinada, um filho saiu de casa, entrou aposentadoria de idoso na família? Qualquer uma dessas mudanças precisa ser informada no CRAS. Cadastro desatualizado é hoje a principal razão para o benefício ser bloqueado.

2. Cumprir as condicionalidades de educação. Crianças e adolescentes em idade escolar precisam manter frequência mínima nas aulas. Faltas em excesso geram advertência, bloqueio e, em último caso, cancelamento — mesmo com o valor mais alto entrando em vigor.

3. Cumprir as condicionalidades de saúde. Isso inclui manter o calendário de vacinação das crianças em dia, acompanhar o pré-natal quando houver gestante na família e fazer o acompanhamento nutricional de crianças menores de 7 anos, quando for solicitado pela unidade de saúde.

4. Ficar atento a convocações. Quando o MDS ou a prefeitura chama a família para atualizar o CadÚnico ou apresentar documentos, a resposta precisa ser dentro do prazo. Não comparecer é o caminho mais rápido para perder o benefício — inclusive o novo valor de R$ 691.

Outro cuidado importante: é comum, sempre que sai um reajuste divulgado nos jornais, aparecerem mensagens no WhatsApp e ligações prometendo "antecipação", "empréstimo em cima do Bolsa Família" ou "liberação especial mediante taxa". Ignore. O Bolsa Família não serve de garantia para empréstimo consignado e nenhum órgão do governo cobra taxa para liberar o benefício. Todo contato oficial vem pelo aplicativo, pelo CRAS ou pela Caixa — nunca por link enviado em rede social.

Resumo prático e o próximo passo

Em resumo, o que o beneficiário precisa levar deste guia:

  • O piso do Bolsa Família subiu para R$ 691, com reajuste de 15,04%, por força do Decreto nº 13.120, de 17 de setembro de 2026;
  • O novo valor vale já nas parcelas de outubro de 2026, sem necessidade de recadastro nem de ida à agência;
  • O reajuste é aplicado automaticamente sobre a base do programa: quem já recebe passa a receber o novo valor no calendário habitual do NIS;
  • Adicionais para gestantes, nutrizes, crianças e adolescentes continuam existindo e se somam ao piso — então o depósito final pode ser maior que R$ 691;
  • Para não perder o benefício, o cuidado essencial é manter o CadÚnico atualizado e cumprir as condicionalidades de saúde e educação.

O próximo passo prático

O próximo passo prático é simples: no seu dia de pagamento em outubro, abra o aplicativo Caixa Tem ou o aplicativo Bolsa Família e confira o valor creditado. Se estiver certo, ótimo — o reajuste já entrou. Se estiver abaixo do esperado e a composição da sua família não mudou, procure o CRAS do seu município para uma verificação rápida do cadastro antes de qualquer outra medida.

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Referências

  • Decreto nº 13.120, de 17 de setembro de 2026
  • Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS) — regras de gestão do Bolsa Família (CadÚnico, renda e condicionalidades)

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