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13º do INSS em 2027 pode chegar a R$ 1.741, aponta PLOA

Projeção do PLOA 2027 enviada pelo governo ao Congresso aponta reajuste do salário mínimo que elevaria a gratificação paga a aposentados e pensionistas que recebem o piso.

Anderson Coelho

📖 10 min de leitura

Resumo em 30 segundos

  • O PLOA 2027 projeta um 13º do INSS de R$ 1.741 para quem recebe o salário mínimo, conforme proposta enviada ao Congresso Nacional.
  • O valor ainda pode mudar: depende da inflação do período, do PIB usado na fórmula de ganho real e do decreto do salário mínimo previsto para o fim de 2026.
  • Beneficiários do BPC/LOAS não recebem o 13º, porque o benefício tem natureza assistencial e não previdenciária.
  • O calendário de pagamento e a eventual antecipação do abono em 2027 ainda não foram divulgados pelo governo federal.

13º do INSS em 2027 pode chegar a R$ 1.741 com novo mínimo

Aposentados e pensionistas que recebem o piso previdenciário já têm uma referência oficial para 2027. A projeção do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, enviada pelo governo federal ao Congresso Nacional, indica que o 13º salário do INSS pago sobre o salário mínimo pode alcançar R$ 1.741 no próximo ano. O valor depende da confirmação do reajuste proposto para o piso nacional, mas já serve de parâmetro para o planejamento familiar.

Para milhões de brasileiros, o 13º do INSS é um recurso usado para quitar dívidas, antecipar compras e cobrir despesas de material escolar, saúde e viagens. Quando o Instituto Nacional do Seguro Social antecipa o calendário, como vem ocorrendo nos últimos anos, o pagamento adicional ajuda a movimentar o comércio em diferentes regiões do país.

Neste guia completo você vai entender como o número de R$ 1.741 foi projetado, quem tem direito ao 13º do INSS, como ele é calculado para quem ganha mais do que o mínimo, quais descontos podem reduzir o valor que cai efetivamente na conta e o que esperar do calendário de pagamento em 2027. O conteúdo é feito para aposentados, pensionistas e também para familiares que ajudam a organizar as finanças de pessoas idosas.

Se você recebe algum benefício do INSS — aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária ou auxílio-acidente — este artigo é para você. Já se você recebe Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), atenção: há uma regra importante que a maioria das pessoas desconhece e que será explicada mais adiante.

O que é o 13º do INSS e quem tem direito

O 13º salário do INSS, oficialmente chamado de abono anual, é um pagamento extra garantido pela legislação previdenciária aos segurados que recebem determinados benefícios ao longo do ano. A regra geral é simples: quem teve pelo menos um mês de benefício ativo no ano entra na folha do abono, respeitando o critério proporcional.

Têm direito ao 13º do INSS os beneficiários das seguintes modalidades:

  • Aposentadoria (por idade, por tempo de contribuição, por incapacidade permanente, especial);
  • Pensão por morte;
  • Auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);
  • Auxílio-acidente;
  • Salário-maternidade.

Quem NÃO recebe o 13º do INSS

Um ponto que gera muita confusão: nem todo benefício pago pelo INSS dá direito ao abono anual. O BPC/LOAS, o benefício assistencial pago a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência, não gera 13º salário, porque tem natureza assistencial e não previdenciária. Também não há abono para quem recebe apenas renda mensal vitalícia ou pensão especial de natureza indenizatória específica.

Importante não confundir: o BPC não paga 13º, mas isso não significa que o beneficiário esteja impedido de outros direitos previstos em lei para esse benefício. É um ponto específico apenas sobre o abono anual.

Projeção do PLOA 2027: por que o 13º pode chegar a R$ 1.741

Todo ano, o governo federal envia ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), documento que organiza receitas e despesas da União para o exercício seguinte. É dentro dele que vai, entre outras projeções, a estimativa de reajuste do salário mínimo.

No PLOA 2027, o Executivo trabalha com uma estimativa de piso nacional que, se confirmada, levaria o salário mínimo a servir de base para um 13º do INSS no patamar de R$ 1.741 para quem recebe exatamente o piso. A projeção considera a política de valorização do salário mínimo, que combina a reposição da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) com um ganho real atrelado ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

Projeção não é valor definitivo

É fundamental entender que o número do PLOA é uma estimativa oficial, mas não é o valor final. Até o fim de 2026, três fatores podem alterar o número:

  1. A inflação efetiva do período de referência, que só é fechada no fim do ano;
  2. O desempenho do PIB usado na fórmula de valorização real;
  3. Possíveis ajustes feitos pelo Congresso durante a tramitação do Orçamento ou por decreto específico no fim do ano.

Por isso, o valor de R$ 1.741 deve ser lido como o cenário mais provável hoje, construído com os parâmetros disponíveis no momento do envio da proposta. O número definitivo só será conhecido quando o decreto do salário mínimo para 2027 for publicado no Diário Oficial da União, tradicionalmente no fim de dezembro de 2026.

Por que o 13º acompanha o mínimo

A Constituição garante que nenhum benefício previdenciário de prestação continuada pode ser inferior ao salário mínimo vigente. Como o 13º do INSS é calculado sobre o valor do benefício, quem ganha o piso recebe automaticamente um abono anual integral equivalente a esse piso. É por isso que todo reajuste do mínimo se traduz, no fim do ano, em um 13º maior para a parcela mais vulnerável da base de segurados.

Como é calculado o 13º do aposentado e pensionista

A fórmula do abono anual do INSS segue a mesma lógica do 13º salário do trabalhador com carteira assinada, mas com uma diferença crucial: a base de cálculo é o valor do benefício, não o salário.

Fórmula básica

Para quem recebeu benefício nos 12 meses do ano, o cálculo é direto:

  • 13º = valor integral do benefício daquele ano.

Assim, quem recebe o mínimo projetado de R$ 1.741 em 2027 receberá, ao longo das duas parcelas do abono, exatamente R$ 1.741 brutos — descontados eventuais tributos e consignações que falaremos adiante.

Cálculo proporcional

Para quem começou a receber o benefício no meio do ano, o cálculo é proporcional. A regra funciona assim:

  • Divide-se o valor do benefício por 12;
  • Multiplica-se pelo número de meses em que o segurado teve benefício ativo;
  • Cada mês com 15 dias ou mais de benefício conta como mês cheio.

Exemplo prático: um aposentado que teve o benefício concedido em julho de 2027, recebendo o piso de R$ 1.741, terá direito a 6/12 do abono — ou seja, R$ 870,50 no total.

Benefícios acima do piso

Quem recebe acima do salário mínimo tem o 13º calculado sobre o valor do próprio benefício, respeitando o teto previdenciário do INSS vigente em 2027. O cálculo é individual: um aposentado que recebe R$ 3.500 por mês terá, se houver recebido o ano inteiro, um 13º bruto de R$ 3.500.

Calendário esperado de pagamento do 13º em 2027

O INSS costuma dividir o pagamento do abono anual em duas parcelas ao longo do ano:

  • Primeira parcela: equivale, em regra, a 50% do valor bruto do benefício;
  • Segunda parcela: o restante, já com os descontos de Imposto de Renda, quando devidos.

Tradição de antecipação

Nos últimos anos, o governo federal tem publicado decretos para antecipar o pagamento do 13º do INSS para os primeiros meses do ano, em geral entre abril e junho. A medida visa injetar liquidez na economia e aliviar o orçamento das famílias que vivem do benefício.

Para 2027, até o fechamento desta reportagem, não há decreto publicado confirmando a antecipação. Historicamente, o anúncio é feito pelo Ministério da Previdência Social no primeiro trimestre do ano, e o pagamento segue a ordem do número final do benefício, excluído o dígito verificador.

Como se preparar

Mesmo sem o calendário oficial, o beneficiário pode se organizar com algumas práticas:

  1. Confirmar os dados cadastrais no aplicativo Meu INSS, especialmente conta bancária;
  2. Verificar o extrato de pagamento para saber se o benefício está ativo e sem bloqueio;
  3. Fazer a prova de vida em dia, para evitar suspensão que impeça o recebimento;
  4. Planejar o uso do dinheiro antes do crédito, priorizando dívidas caras.

Quem recebe acima do mínimo: como fica o valor

Metade da base do INSS recebe o piso previdenciário, mas a outra metade — aposentados por tempo de contribuição, aposentadorias especiais e pensões maiores — tem o 13º calculado sobre valores superiores. Para esse grupo, há um ponto de atenção adicional: o Imposto de Renda.

Imposto de Renda sobre o 13º

O abono anual é tributado separadamente do rendimento mensal regular, com tabela própria do IR. Quem recebe acima da faixa de isenção paga alíquota correspondente, que incide sobre o valor bruto do 13º. O desconto é feito, em regra, na segunda parcela do pagamento.

Isso significa que o aposentado que recebe um 13º bruto de, por exemplo, R$ 3.500 terá o imposto deduzido na segunda metade do crédito, não na primeira. É um detalhe que afeta o planejamento financeiro: a segunda parcela quase sempre vem menor que a primeira.

Isenção para doenças graves

Aposentados e pensionistas portadores de doenças graves especificadas em lei (como neoplasia maligna, cardiopatia grave, Parkinson, esclerose múltipla, entre outras) têm isenção total do Imposto de Renda, inclusive sobre o 13º. A isenção precisa ser solicitada e comprovada por laudo médico, por meio do Meu INSS ou das agências.

Descontos que podem reduzir o valor recebido

O valor bruto do 13º é uma coisa; o que cai na conta é outra. Antes de contar com o número cheio, o beneficiário precisa saber quais descontos podem incidir sobre o abono anual.

Empréstimo consignado

Se o aposentado ou pensionista tem empréstimo consignado com desconto em folha, as parcelas também são abatidas do 13º, respeitadas as regras de margem. É um ponto que muita gente esquece: o cálculo do consignado considera o abono como mais uma competência de benefício, não como um valor imune.

Pensão alimentícia

Quando há determinação judicial de pensão alimentícia descontada do benefício, o mesmo percentual costuma incidir sobre o 13º, conforme o que estiver determinado na sentença.

Imposto de Renda

Conforme explicado, o IR é retido na segunda parcela, para quem está acima da faixa de isenção.

Devoluções e revisões

Se o segurado está em processo de devolução de valores ao INSS (por recebimento indevido, por exemplo), parte do 13º pode ser retida para quitar o débito, dentro dos limites legais.

Conclusão

O 13º do INSS projetado para 2027 traz uma notícia relevante para quem vive do piso previdenciário: a possibilidade de um abono anual de R$ 1.741, segundo o PLOA enviado ao Congresso. É um número que ainda pode variar até dezembro de 2026, mas que já oferece parâmetro sólido para o planejamento familiar.

Resumo dos pontos principais abordados neste guia:

  • Projeção oficial: PLOA 2027 aponta 13º de R$ 1.741 para quem recebe o piso;
  • Quem recebe: aposentados, pensionistas, auxílio por incapacidade e salário-maternidade;
  • Quem não recebe: beneficiários do BPC/LOAS, pela natureza assistencial do benefício;
  • Cálculo proporcional: cada mês com 15 dias ou mais de benefício conta como mês cheio;
  • Pagamento em duas parcelas, com IR retido geralmente na segunda;
  • Descontos possíveis: consignado, pensão alimentícia, Imposto de Renda e devoluções;
  • Isenção de IR: garantida a portadores de doenças graves previstas em lei.

Próximo passo prático: acesse o aplicativo ou o site Meu INSS e confira três informações hoje mesmo — se o benefício está ativo, se a prova de vida está em dia e se os dados bancários estão corretos. Esses três cuidados evitam a maior parte dos problemas que atrasam o recebimento do 13º quando o calendário for divulgado.

Acompanhe nossas publicações para receber, em primeira mão, a confirmação do valor final do salário mínimo de 2027, a divulgação do calendário de pagamento e todas as orientações sobre como organizar o orçamento com o abono anual. Informação de qualidade sobre direitos previdenciários continua sendo o melhor instrumento para que aposentado nenhum deixe de receber o que lhe é devido.

Perguntas frequentes

Quem começou a receber aposentadoria em 2027 recebe 13º integral?

Não. O 13º é proporcional ao número de meses em que o benefício esteve ativo no ano. Quem recebeu o primeiro pagamento em meados do ano terá direito à fração correspondente, considerando cheio todo mês com 15 dias ou mais de benefício.

Pensionista por morte recebe 13º?

Sim. A pensão por morte é um dos benefícios que dão direito ao abono anual, pelas mesmas regras aplicadas às aposentadorias. Se houver mais de um pensionista dividindo o benefício, cada um recebe sua cota do 13º proporcional à sua fatia.

Quem recebe BPC/LOAS tem direito ao 13º em 2027?

Não. O Benefício de Prestação Continuada é assistencial, não previdenciário, e por isso não gera direito ao abono anual. Essa é a regra atualmente em vigor. Beneficiários do BPC recebem apenas as 12 parcelas regulares do ano, sem o pagamento extra de fim de ano.

O valor de R$ 1.741 já está confirmado para 2027?

Não. Trata-se da projeção do PLOA 2027 enviada ao Congresso, baseada na estimativa de reajuste do salário mínimo com inflação e ganho real. O valor definitivo depende da inflação do período, do crescimento do PIB utilizado na fórmula e da publicação do decreto oficial do salário mínimo no fim de 2026.

Posso receber o 13º antecipado?

O INSS tem autorizado, nos últimos anos, a antecipação do 13º para os primeiros meses do ano, por decreto do governo federal. Para 2027, o calendário ainda não foi publicado. Até lá, a referência é o pagamento regular em novembro e dezembro, previsto na legislação ordinária.

Referências

  • Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2027 — Governo Federal, encaminhado ao Congresso Nacional
  • Lei nº 8.213/1991 — Planos de Benefícios da Previdência Social
  • Lei nº 8.742/1993 — Lei Orgânica da Assistência Social (BPC/LOAS)
  • Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) — Normas operacionais sobre o abono anual

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