13º do INSS 2026: quem recebe entre 24/11 e 7/12
Aposentados e pensionistas com benefício concedido a partir de maio recebem a segunda parcela do abono em calendário especial do INSS.
Anderson Coelho
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Resumo em 30 segundos
- O INSS paga a segunda parcela do 13º a quem teve benefício concedido a partir de maio de 2026 entre 24 de novembro e 7 de dezembro.
- A ordem de pagamento segue o penúltimo dígito do número do benefício (o último antes do traço), não o dígito verificador.
- O valor é proporcional aos meses de benefício ativo no ano e é pago em parcela única nesse calendário especial.
- Beneficiários de BPC/LOAS não recebem 13º, por se tratar de benefício assistencial e não previdenciário.
13º INSS 2026: quem recebe entre 24/11 e 7/12 e como calcular
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) definiu um calendário específico para o pagamento do 13º salário de aposentados e pensionistas cujos benefícios foram concedidos a partir de maio de 2026. Esse grupo, que ficou de fora do calendário principal pago no primeiro semestre, receberá o abono anual entre os dias 24 de novembro e 7 de dezembro de 2026.
Quem este guia atende
A medida atende a um público que normalmente tem dúvidas sobre quando e quanto vai receber, já que a regra do 13º para quem entrou no sistema em meio ao ano é proporcional e segue um cronograma à parte. Para quem depende do benefício como principal fonte de renda, saber com antecedência a data de crédito faz diferença no planejamento de contas, compras de fim de ano e quitação de dívidas.
Se você começou a receber aposentadoria, pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária ou qualquer outro benefício previdenciário a partir de maio deste ano, este guia foi feito para você. Também interessa a quem acompanha um familiar idoso, a quem está prestes a se aposentar e a profissionais que orientam segurados — como contadores, assistentes sociais e advogados previdenciaristas.
Nas próximas seções, você vai entender quem exatamente tem direito a esse pagamento, como ler o calendário oficial do INSS, como é feito o cálculo proporcional, quem não recebe o abono, e o que fazer se o valor não cair na data prevista. Também reunimos as perguntas mais comuns sobre descontos, imposto de renda e consulta ao extrato.
Por que existe um calendário separado para o 13º do INSS
Todos os anos, o INSS paga o 13º salário — também chamado de abono anual — a aposentados e pensionistas em duas parcelas. A primeira é tradicionalmente creditada entre os meses de agosto e setembro, e a segunda, ao longo de novembro e dezembro, junto com o benefício mensal normal.
Acontece que o calendário principal considera apenas os segurados que já estavam recebendo benefício até uma data de corte, geralmente abril do ano em questão. Quem passou a ser beneficiário depois disso não entra no mesmo cronograma — precisa esperar por uma rodada específica.
Essa rodada especial é justamente o calendário de 24/11 a 7/12, destinado a benefícios concedidos a partir de maio de 2026. O objetivo é organizar o fluxo de pagamentos e garantir que todo segurado com direito receba o abono dentro do ano-calendário, sem precisar aguardar o exercício seguinte.
Diferença entre calendário principal e calendário especial
- Calendário principal (pago entre o meio e o fim do ano): destinado a quem já era beneficiário antes do mês de corte definido pelo INSS para aquele exercício.
- Calendário especial (24/11 a 7/12 em 2026): destinado a quem teve o benefício concedido depois do corte, com cálculo proporcional aos meses em que efetivamente recebeu benefício no ano.
A lógica é a mesma do 13º do trabalhador celetista: recebe proporcional quem não completou doze meses de vínculo com o pagador — no caso, com o INSS.
Quem tem direito ao 13º pago entre 24/11 e 7/12
Têm direito ao abono dentro desse calendário específico os segurados cujo benefício foi concedido a partir de maio de 2026 e que se enquadram em alguma das modalidades previdenciárias que pagam 13º. As principais são:
- Aposentadoria por idade, por tempo de contribuição, especial ou por incapacidade permanente;
- Pensão por morte;
- Auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);
- Auxílio-acidente;
- Auxílio-reclusão pago aos dependentes.
Para entrar no calendário de novembro e dezembro, o benefício precisa ter sido ativo entre maio e o fim do ano, ainda que por alguns meses. Quem recebeu durante só uma parte desse período terá valor proporcional aos meses pagos.
Benefícios que NÃO dão direito ao 13º
É fundamental esclarecer um ponto que confunde muitos leitores: nem todo benefício do INSS paga abono anual. Ficam de fora:
- Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) — pago a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência. Por ser um benefício assistencial, e não previdenciário, não gera direito ao 13º;
- Renda Mensal Vitalícia e outros benefícios de natureza assistencial;
- Salário-família e salário-maternidade (que seguem regras próprias).
Sobre o BPC/LOAS, vale um alerta extra: muita informação circulando confunde esse benefício com aposentadoria. Ele é pago pelo INSS, mas é assistencial — por isso não há 13º. Isso não significa, porém, que o beneficiário do BPC esteja proibido de contratar outros produtos previstos em lei; significa apenas que o abono anual não existe para essa modalidade.
Calendário completo do 13º do INSS entre 24/11 e 7/12
O INSS organiza o pagamento pelo número final do benefício, desconsiderando o dígito verificador (o número após o traço). Quem recebe até um salário mínimo começa a receber primeiro; quem recebe acima do mínimo entra em uma segunda leva de datas.
Para saber com precisão o dia do seu depósito, o segurado pode:
- Consultar o aplicativo Meu INSS (disponível para Android e iOS);
- Acessar o portal gov.br/inss com login da conta gov.br;
- Ligar para a Central 135, de segunda a sábado, das 7h às 22h;
- Olhar o extrato de pagamento emitido pelo próprio banco onde recebe o benefício.
Como identificar o final do seu benefício
O número do benefício (NB) tem dez dígitos, sendo que o último (após o traço) é o dígito verificador e não é considerado para o calendário. O que vale é o penúltimo dígito — o último antes do traço.
Exemplo prático: em um benefício nº 123.456.789-0, o dígito que define a data de pagamento é o 9, não o 0.
Como é calculado o 13º para quem se aposentou em 2026
Como calcular o 13º proporcional
O cálculo segue a regra do proporcional aos meses de benefício no ano. A fórmula é simples:
- Divide-se o valor da renda mensal do benefício por 12;
- Multiplica-se pelo número de meses em que o segurado recebeu o benefício durante o ano.
Para efeito de contagem, considera-se mês completo aquele em que o segurado recebeu por 15 dias ou mais. Quem começou a receber no dia 20 de maio, por exemplo, não conta maio; quem começou no dia 10 de maio conta o mês cheio.
Exemplo prático de cálculo
Suponha uma aposentadoria de R$ 2.000 concedida em junho de 2026. O segurado terá direito, em princípio, a 7 meses de abono (junho a dezembro):
- R$ 2.000 ÷ 12 = R$ 166,66 por mês;
- R$ 166,66 × 7 = R$ 1.166,66 de 13º proporcional.
Esse valor é pago de uma só vez no calendário de novembro/dezembro, já que o segurado não recebeu a primeira parcela em agosto/setembro (por ainda não ser beneficiário na época).
Descontos que podem incidir sobre o 13º
O abono anual é um rendimento tributável e pode sofrer os seguintes descontos:
- Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF): incide sobre valores que ultrapassem a faixa de isenção mensal. Para aposentados a partir de 65 anos, há uma parcela adicional de isenção específica para o 13º;
- Contribuição previdenciária: em regra, não incide sobre o benefício do aposentado, mas pode haver retenção em situações específicas;
- Empréstimos consignados descontados em folha: a parcela do consignado continua sendo descontada normalmente no benefício mensal, mas em regra não há desconto adicional sobre o valor do 13º, salvo se o contrato prever retenção extra ou se houver inadimplência.
O que fazer se o 13º não cair na data prevista
Eventualmente, o crédito pode atrasar por motivos variados — da sobrecarga do sistema bancário a divergências cadastrais. Se a data do seu final de benefício já passou e o valor não apareceu no extrato, siga este roteiro:
- Confira primeiro o extrato no app do banco — às vezes o depósito entrou com descrição diferente;
- Acesse o Meu INSS e consulte o extrato de pagamento: ele mostra os valores liberados e a data prevista;
- Verifique se o benefício está ativo: suspensões por falta de prova de vida, por exemplo, bloqueiam todos os créditos, inclusive o abono;
- Confirme se você se enquadra no calendário (benefício concedido a partir de maio); quem entrou antes recebeu nos meses anteriores;
- Ligue para o 135 ou abra atendimento no Meu INSS para registrar a ocorrência.
Quando é preciso procurar uma agência
Se mesmo após as consultas o valor não constar, pode ser necessário atendimento presencial. Nunca vá a uma agência sem agendamento prévio, feito pela Central 135 ou pelo Meu INSS. O comparecimento sem agenda, além de não garantir atendimento, aumenta o tempo de espera de quem já se programou.
Documentos úteis para levar: documento de identidade com foto, CPF, número do benefício e, se possível, o último extrato bancário.
Planejamento financeiro: o que fazer com o 13º
Para quem vai receber o abono entre 24/11 e 7/12, o valor cai em uma janela estratégica — bem antes do Natal e das despesas de janeiro (IPTU, IPVA, material escolar). Alguns caminhos que vale considerar:
- Quitar dívidas caras primeiro. Juros de cartão de crédito rotativo e cheque especial corroem qualquer sobra. Pagar essas dívidas rende mais do que qualquer aplicação conservadora;
- Antecipar contas do início do ano. IPTU, IPVA e matrícula escolar costumam oferecer desconto para pagamento à vista em janeiro;
- Reservar uma parte para emergências. Idealmente, manter um valor equivalente a pelo menos um mês de benefício em conta de fácil acesso;
- Evitar compromissos de longo prazo no calor do momento. Comprar parcelado no 13º costuma parecer vantajoso, mas comprometer o benefício até 2027 por causa de uma compra de impulso é armadilha comum.
Conclusão: o essencial sobre o pagamento entre 24/11 e 7/12
O calendário especial do 13º do INSS é uma garantia para o segurado que teve o benefício concedido no segundo semestre — e entender como ele funciona evita ansiedade e erros de planejamento. Os pontos centrais deste guia foram:
- O calendário de 24/11 a 7/12 atende exclusivamente benefícios concedidos a partir de maio de 2026;
- A ordem de pagamento segue o final do número do benefício, desconsiderando o dígito verificador;
- O valor é proporcional aos meses de benefício no ano, pago em parcela única;
- BPC/LOAS não recebe 13º, por ser assistencial;
- Em caso de atraso, consulte primeiro o Meu INSS e, se necessário, ligue para o 135.
O próximo passo prático é simples: identifique hoje o penúltimo dígito do seu benefício, consulte o extrato de pagamento no Meu INSS e marque na agenda a data prevista. Se perceber divergência de valor, registre a ocorrência pelos canais oficiais antes do fim de dezembro — isso agiliza qualquer correção ainda dentro do exercício.
Acompanhe nosso portal para novas atualizações sobre o INSS, direitos previdenciários e orientações financeiras pensadas para quem vive do benefício. Informação clara, no tempo certo, é o que separa quem planeja de quem corre atrás do prejuízo.
Perguntas frequentes
Quem se aposentou em agosto de 2026 recebe 13º neste ano?
Sim. Segurados com benefício concedido entre maio e o fim do ano recebem o abono proporcional aos meses de benefício ativo, dentro do calendário de 24/11 a 7/12. No caso de quem começou em agosto, o cálculo considerará aproximadamente 5 meses (agosto a dezembro), observada a regra dos 15 dias ou mais no mês de início.
Quem recebe BPC/LOAS tem direito ao 13º?
Não. O BPC/LOAS é um benefício assistencial e, por determinação legal, não gera direito ao abono anual. Essa regra vale para todos os beneficiários do programa, independentemente da idade ou do tempo de recebimento.
O 13º é pago junto com o benefício mensal de novembro ou em data separada?
Para quem está no calendário especial (24/11 a 7/12), o 13º integral proporcional é creditado em uma única parcela nesse período, enquanto o benefício mensal de novembro segue o calendário mensal regular. São, portanto, dois créditos distintos no mesmo mês para esse público.
Vou pagar imposto de renda sobre o 13º?
Depende do valor total e da idade. Segurados com 65 anos ou mais têm uma isenção adicional específica para aposentadorias, que também se aplica ao 13º. Quem está abaixo dessa idade e recebe valor acima da faixa de isenção mensal sofre retenção na fonte, calculada separadamente sobre o abono.
Posso consultar o valor do 13º antes do depósito?
Sim. O valor fica disponível no extrato de pagamento do Meu INSS alguns dias antes da data de crédito. Basta entrar no app ou no portal gov.br/inss com login gov.br e acessar a aba de extrato de pagamento do mês correspondente.
Referências
- INSS — calendário oficial de pagamento do 13º 2026 (gov.br/inss)
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